Amor


Há quem diga que começa no olhar... Há quem diga que começa numa simples troca de palavras. Ou quem sabe em alguns gestos. De todas as formas, de todos os tamanhos e situações. Aqui, ali, no mais longínquo lugar que se possa imaginar, ou aí mesmo com você. O pensamento na pessoa é um martírio. Sempre? Não, quase nunca. Apenas quando o principal obstáculo é a distância. Mas de onde vem este sentimento que urge do peito. Traz imensa alegria ou imensa tristeza? Capaz de gerar vida, incitar a morte ou até continuar em estado catatônico por anos? Não, não há explicação. Não tem cor, não tem cheiro. Existe, mas não tem forma. Está aqui comigo, está aí com você. Sentimento de incomensurável beleza. Qual é o amor dos cegos que não podem ver? Dos surdos que não podem escutar belas frases? Dos mudos que não podem expressar suas palavras de afeição? Dos amantes distantes que apenas tem a memória como principal fonte de inspiração? Daquele que somente vê e não pode ter? Daquela que sonha por quem nem sabe se existe? Ou daquele que ama quem não mais vive... Aqui dentro, do lado esquerdo do meu peito. É aqui que guardo minhas maiores emoções, lembranças e sentimentos. Podemos perder tudo, mas nossos sentimentos continuam conosco. Dê importância sempre ao que você tem. Ao que você é e representa ser. Até objetos podem ser amados, mas diferente de você, eles não podem amar...

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