Céu e Mar
O mais alto que alguém quer chegar. Um limite simples porém tão complicado. De várias cores ou tons, tendo a sutileza de meras imagens. É belo, impassível. Disforme, apogeu de sonhos... A mais bela flor de um campo florido tem sua beleza reverenciada quando vista de um determinado ponto. É apreciada, venerada e invejada. Um brilho. A majestade de seu brilho reluzente transmitida nos olhos de quem vê. Assim é com tudo. Com todos. Olhamos para cima e o que vemos? "Não veja o que seus olhos vêem". Assim disse um andarilho. Os olhos são acostumados a verem todos os dias as mesmas coisas diferentes. Sim, o futuro é algo imutável. É o diferente que nunca muda. Algo novo? O pássaro que plaina sobre as correntes de vento riscando os céus não tem preocupações. Ele voa, simplesmente voa. Ele vive, observa. O andarilho ainda pergunta: "Quem é você? Aquele que voa sem preocupações e se deixa levar? Aquele que leva com você todos os que se deixam levar, mas não é nada sem eles? Ou simplesmente o céu que tem seus limites traçados e simplesmente serve de beleza inerte?". Novamente a dúvida. Lamentações, discussões, amor... Ouça o canto. O que ouve? Qual o som da sua ignorância? O mar... Um azul no céu e um azul no mar. São dois que se fazem como um. São belezas distintas que interpõem-se. Quero tocá-las. Ser como, agir como... Não. São únicos. Assim como cada um. Peças raras num jogo chamado vida...

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