O Refrigerante

Era tarde da noite quando parei pra pensar no que tinha acabado de acontecer. Olhei para minha perna e o roxo começava a crescer. Doía. E Muito. Tudo por que escorreguei numa poça de refrigerante. Como alguém escorrega numa poça de refrigerante? Só sei que estava andando distraído quando escorreguei e caí. E o pior, foi justamente na porta de uma lanchonete. Tenho certeza de que ouvi risos disfarçados. Algum idiota deve ter jogado refrigerante na calçada. Bom, pelo menos foi isso o que eu pensei naquele momento. Agora que estou em casa, parando pra pensar e refletir no que aconteceu, percebo algumas coisas estranhas. Eu caí logo após ter saído de lá. Como pedi um refrigerante para beber e vi a moça pegando meu copo, vi que o refrigerante naquele lugar era fornecido por aquelas “máquinas-recipientes”. Ninguém saía bebendo refrigerante de lá e mesmo que saíssem, os copos eram fechados daqueles com canudos e tudo mais. Por que alguém jogaria refrigerante no chão? Não quis saber. Fui tentar dormir.
Acordei e olhei pro relógio. Haviam se passado 20 minutos desde que tentara dormir. Estava sem sono. Por que jogar refrigerante no chão? Por que meu Deus? Como não conseguia dormir, resolvi voltar pra lanchonete. Troquei-me e desci o elevador. Talvez o porteiro de meu apartamento estranhasse eu sair àquela hora, mas pouco me importava o que ele achava. Eu simplesmente tinha de sanar minha cruel dúvida. Por quê?
Cheguei ao quarteirão da lanchonete. Não era longe e era tarde. Já haviam fechado. Lá estava ela. A maldita poça de refrigerante. Um pouco menor do que estava quando caí nela. Eu não sei o quão rápido uma poça de refrigerante pode secar, mas mesmo assim tinha bem menos. Acho que sequei com a minha roupa. Maldita poça de refrigerante. Olhei ao redor. Não tinha nenhum copo à vista. Não podia ser, fui até uma lixeira ali perto. Nada. Estranhei aquilo. Uma lixeira vazia, em frente a uma lanchonete. O lixeiro poderia ter recolhido, mas duvido muito. Lixeiro naquela hora da noite? Muito improvável. Naquela hora veio-me uma frustração muito grande. Tinha que procurar por pistas. Olhei para o lado e vi um mendigo. Melhor, um desafortunado morador de rua. Aproximei-me. Ele estava dormindo. Ia acordá-lo, mas o medo me impediu. E se esse cara quisesse me assaltar? Eu não estava com minha carteira, mas tinha minhas roupas e sapatos! Resolvi sair dali.
Andei um pouco. Pra nenhum lugar na verdade, apenas pra lá e pra cá como alguém buscando uma resposta. E de fato eu estava! Precisava saber quem havia jogado refrigerante na rua! Refrigerante é uma coisa que não é barata e eu descobri da pior maneira possível que ele faz pessoas escorregarem. Maldito refrigerante. Era preto. Podia ser coca ou pepsi. Se bem que não vi pepsi ou alguma outra marca de refrigerante preto na máquina. Só podia ser coca. Coca maldita. Li uma vez que ela desentope pia. Não sei se é verdade. É cara de mais pra ser desperdiçada desse jeito. Era tarde. Resolvi voltar pra casa.
Cheguei em casa derrotado. Não havia achado o que estava procurando. E eu detesto não achar o que procuro. Devo ter desenvolvido algum tipo de complexo depois de ter perdido muitas coisas por desorganização no passado. As pessoas me vêem como complexado ou certinho de mais. Só por que eu acho que cada coisa tem que estar no seu lugar e definitivamente aquela coca não estava. Acho que vou tentar dormir. Não quero saber mais de cocas.
Acordei e olhei pro relógio. Haviam se passado 20 minutos desde que tentara dormir. Estava sem sono. Por que jogar refrigerante no chão? Por que meu Deus? Como não conseguia dormir, resolvi voltar pra lanchonete. Troquei-me e desci o elevador. Talvez o porteiro de meu apartamento estranhasse eu sair àquela hora, mas pouco me importava o que ele achava. Eu simplesmente tinha de sanar minha cruel dúvida. Por quê?
Cheguei ao quarteirão da lanchonete. Não era longe e era tarde. Já haviam fechado. Lá estava ela. A maldita poça de refrigerante. Um pouco menor do que estava quando caí nela. Eu não sei o quão rápido uma poça de refrigerante pode secar, mas mesmo assim tinha bem menos. Acho que sequei com a minha roupa. Maldita poça de refrigerante. Olhei ao redor. Não tinha nenhum copo à vista. Não podia ser, fui até uma lixeira ali perto. Nada. Estranhei aquilo. Uma lixeira vazia, em frente a uma lanchonete. O lixeiro poderia ter recolhido, mas duvido muito. Lixeiro naquela hora da noite? Muito improvável. Naquela hora veio-me uma frustração muito grande. Tinha que procurar por pistas. Olhei para o lado e vi um mendigo. Melhor, um desafortunado morador de rua. Aproximei-me. Ele estava dormindo. Ia acordá-lo, mas o medo me impediu. E se esse cara quisesse me assaltar? Eu não estava com minha carteira, mas tinha minhas roupas e sapatos! Resolvi sair dali.
Andei um pouco. Pra nenhum lugar na verdade, apenas pra lá e pra cá como alguém buscando uma resposta. E de fato eu estava! Precisava saber quem havia jogado refrigerante na rua! Refrigerante é uma coisa que não é barata e eu descobri da pior maneira possível que ele faz pessoas escorregarem. Maldito refrigerante. Era preto. Podia ser coca ou pepsi. Se bem que não vi pepsi ou alguma outra marca de refrigerante preto na máquina. Só podia ser coca. Coca maldita. Li uma vez que ela desentope pia. Não sei se é verdade. É cara de mais pra ser desperdiçada desse jeito. Era tarde. Resolvi voltar pra casa.
Cheguei em casa derrotado. Não havia achado o que estava procurando. E eu detesto não achar o que procuro. Devo ter desenvolvido algum tipo de complexo depois de ter perdido muitas coisas por desorganização no passado. As pessoas me vêem como complexado ou certinho de mais. Só por que eu acho que cada coisa tem que estar no seu lugar e definitivamente aquela coca não estava. Acho que vou tentar dormir. Não quero saber mais de cocas.
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