Ingratidão ou Revolta
Nasci sem escolher onde, quando ou com quem. Vim a este mundo apenas pela vontade de outros. Assim também fui criado, sem poder escolher partindo da minha própria vontade o que desejava. Pesarosamente tenho que aceitar o fato de que não sobreviveria sozinho quando nasci. De qualquer forma, quem não consegue viver para si não está vivendo ou não poderia achar que está vivendo. Ao nascer não temos vontade. Nem sabemos o que somos. Conhecemos o mundo atravéz daqueles que nos geraram ou nos criaram. Assumimos inconscientemente um pacto, uma dívida de gratidão que jamais pode ser renegada ou contestada. Um tipo de prisão aceitável para muitos e odiada por poucos. Não, nunca temos escolhas. Não somos donos de nossas vidas por muito tempo. Submetidos a vontade de uns ou até a seu tratamento "escravo". O que você faz, quando você faz para os outros, é feito por um pedido? Ou por um mando? Amor em família. Amar aqueles que te amam. Mas e quando não há o amor? Você ama sua família. Se tivesse sido criado por outros, os amaria no lugar destes que você ama hoje. É tudo uma questão de onde você está ou com quem vive. É triste pensar que sentimentos assim, assim como pessoas, podem ser substituídos. É triste pensar que tudo que tem um começo, tem um fim. Lei da vida talvez. Nascemos, vivemos, morremos. É um ciclo sem fim...

Parabéns Eduardo.
Texto inteligente, sagaz, um pouco apreensivo.
As palavras de seu poema são atipicos de pessoas inclinadas a bipolaridade da emoção.
Sucesso sempre!!
Abraços
Elio
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